Calendário Magic: The Gathering! – Resultado Grand Prix Warsaw 2018

Calendário Magic: The Gathering! – Resultado Grand Prix Warsaw 2018

As inscrições para o Grand Prix Warsaw 2018 desse final de semana se esgotaram em um piscar de olhos. Em resposta a isso, nos dias 24 e 25 de novembro, esse Grand Prix marcou o recorde de maior torneio de Magic da história da Polônia! A dimensão do evento chocou até mesmo os organizadores. O público esperado era algo similar ao GP do ano anterior, que recebeu em torno de mil pessoas e nesse ano, mesmo já preparados para um número maior, ninguém esperava que seria quase o dobro! Tinham tantos competidores querendo participar da disputa que até mesmo os eventos secundários tiveram que restringir seu público. Boatos que as pessoas estavam jogando partidas de Magic até mesmo nos banheiros. Certamente, a cidade polonesa parou nesse fim de semana para jogar Magic: The Gathering.

No primeiro dia, o torneio se mostrou de alto nível com Taylor Dix, Patrick Mackowiak, Thomas Veith, Pascal Vieran, Matteo Moure, Julien Berteaux e o herói da cidade, Piotr Głogowski se destacando nos Top 8 com mais um record de invencibilidades. Até o segundo dia. Com o fim do final de semana, alguns dos primeiros colocados perderam sua invencibilidade enquanto outros chegaram a sair da lista.

A grande final foi entre dois jogadores que se mantiveram em destaque desde o início do campeonato. O jogador Eduardo Sajgalik pareceu ter tido dificuldade com a rapidez do deck de Boros do competidor Julien Berteaux, mas no fim, Sajgalik foi campeão do Grand Prix Warsaw 2018. Seu deck com “criaturas e removedores, nada muito especial” segundo ele, garantiu a ele o troféu do Grand Prix, o prêmio de 10 mil dólares e 8 Pro Points. Se juntaram a eles no podium dos Top 8, os ucrânianos Iurii Babych, Belgian Pascal Vieren e o Estonian Hannes Kerem; os alemães Johann Wallner e Christian Seibold e para a surpresa de todos, Julien Nuijten que não levava nada pra casa a tempos.

Parabéns Eduardo “Walaoumpa” Sajgalik, campeão do maior torneio de Magic da história da Polônia, o Grand Prix Warsaw 2018! Segue abaixo o deck que levou o canadense Sajgalik à vitória.

Creature (16)

Bartizan Bats

Child of Night

Douser of Lights

Kraul Swarm

Moodmark Painter

Spinal Centipede

Undercity Necrolisk

Affectionate Indrik

Devkarin Dissident

Hitchclaw Recluse

Ironshell Beetle

Kraul Foragers

Pelt Collector

 

Sorcery (2)

Deadly Visit

 

Instant (3)

Necrotic Wound

Assassin’s Trophy

Assure // Assemble

 

Enchantment (2)

Dead Weight

 

Land (17)

Forest

Swamp

Overgrown Tomb

Selesnya Guildgate

 

40 Cards.

Grand Prix Melbourne

Calendário Magic: The Gathering! – Resultado Grand Prix Melbourne 2018

Os finais de semana são sempre muito animados com Magic! Nos dias 17 e 18 de novembro, esse grandioso jogo reuniu milhares de pessoas na cidade de Melbourne, na Austrália. Você pode ser jogador profissional, um comprador de cartas, alguém que acaba de comprar seu primeiro deck, ou até mesmo um amante de Magic: The Gathering e que quer encontrar algum amigo da comunidade Magic. Não importa quem você seja, o GP Melbourne é o destino de todos.

Apesar de ser um país imenso, sua população não é grande, mas tem o tamanho suficiente para lotar todo ano o Grand Prix Melbourne 2018. Há diversos eventos paralelos acontecendo durante o GP e muitas pessoas aproveitam para encontrar seus designers de carta favoritos e pegar um lindo autógrafo. Entretanto o que dá emoção ao final de semana é o evento principal e o troféu de campeão do Grand Prix Melbourne 2018.

O torneio foi no modelo Limited, ou seja, o primeiro dia é no formato Sealed Deck e no segundo dia é no formato Draft, dando muita adrenalina aos competidores. Assim como no Pro Tour Guilds of Ravnica, em Atlanta, que ocorreu no último fim de semana, a carta Boros também dominou os decks no outro lado do mundo, marcando presença em várias partidas do GP Melbourne. No fim do primeiro dia, a dupla dinâmica Boros e Aurelia, Exemplar of Justice derrubaram todos que estavam em seu caminho, deixando Shawn Khoo, Taiga Tsujikawa e Calvin Liu invictos, marcando 9-0 logo de cara. Interessante como essa composição do deck se destacou durante o torneio.

No segundo dia, os destaques do dia um dominaram os rankings. Tsujikawa mandou o campeão da equipe do Grand Prix Sydney 2017, Ivan Schroder, para casa durante as quartas-de-final, antes de derrubar Shawn Khoo nas semifinais. A grande final se formou e revelou-se uma grande revanche, pois, Tsujikawa e Calvin Liu haviam empatado no round anterior, traçando o caminho de ambos até a final. Com o torneio marcado pela agressividade das cartas da Guilds Of Ravnica, Liu levou o primeiro jogo, mas Tsujikawa batalhou de volta para ganhar esse confronto de decks similares e se tornou o Campeão do Grand Prix de Melbourne 2018. Parabéns!

Se juntando aos Boros, no Top 8 também estavam Zen Takahashi, da Nova Zelândia, se destacando pela quinta vez; Prads Pathirana, de Sydney, com sua segunda classificação no ranking; Ivan Schroder, de Canberra, também com o seu segundo e Shawn Khoo que representou a Malásia na World Magic Cup duas vezes. Todos ganharam Pro Points e automaticamente ganharam convites e passagem aérea para o próximo Pro Tour. Grave bem esses nomes, pois tenho certeza que todos estão mega ansiosos e se prepararão mais ainda para o Grand Prix Sydney 2019, que ocorrerá em fevereiro. Muito legal o destaque dos excelentes jogadores, porém, apenas Taiga Tsujikawa levou o troféu de campeão e o prêmio de 10 mil dólares, juntamente com 8 Pro Points.

Quer saber quais cartas foram usadas para dar destaque a esse invencível trio? Segue abaixo a composição de deck do grande campeão do Grand Prix Melbourne 2018!

 Creature (15):

Healer’s Hawk

Intrusive Packbeast

Tenth District Guard

Hammer Dropper

Goblin Banneret

Ornery Goblin

Wojek Bodyguard

Skyknight Legionnaire

Vernadi Shieldmate

 

Sorcery (1)

Maximize Velocity

 

Instant (4)

Take Heart

Justice Strike

Inescapable Blaze

Sure Strike

 

Enchantment (3)

Demotion

Luminous Bonds

Experimental Frenzy

 

 

Land (17)

Mountain

Plains

 

40 Cards.

 

Sideboard (22)

Demotion

Vernadi Shieldmate

Worldsoul Colossus

Torch Courier

Rubblebelt Boar

Maniacal Rage

Gravitic Punch

Fearless Halberdier

March of the Multitudes

Mephitic Vapors

Severed Strands

Dimir Informant

Dimir Spybug

Erstwhile Trooper

Loxodon Restorer

Selesnya Guildgate

Dimir Locket

Candlelight Vigil

Collar the Culprit

 

Obrigado lojistas de todo o Brasil

O mundo do magic evoluiu muito graças a Deus

Eu não sou o cara perfeito do magic mas tenho minha história e com certeza isso ninguém tira de mim. Quando eu comecei a jogar magic, não existia tanta estrutura assim para ajudar os planeswalkers que só queriam disputar planos tanto em âmbito local quanto ir para terras distantes para jogar e quem sabe representar o Brasil.

Eu me lembro muito bem, quando eu comecei a jogar esse jogo maravilhoso e tentador, foi em 97 ou 98, época de tempest no block. Acho que 4°edição era T2. E tinha algo muito anti producente nesse mundo do joguinho norte-americano. Não era só jogar com os amigos da rua e no sábado jogar champs para disputar quem era o melhor da cidade maravilhosa, tinha essa grande tribo (no bom sentido da ideia) que formava o mundo do magic e essas pessoas demandavam algo.

Eu me lembro muito bem quando eu comecei a jogar esse jogo maravilhoso norte-americano. No início tudo era rosas até porque eu não queria saber de competir. Era só ter meu deckzinho com “carapaças” kkkk e ir jogar na minha rua junto com meus amigos que também tinha deckzinhos com “carapaças”. Tudo era harmônico e parecia que o mundo estava completo e nada ardia.

Eis que uma vez, um amigão meu, me chama para eu jogar meu primeiro champ na Metrópolis, loja essa que infelizmente faliu e ficava no Unicenter na Taquara, Rio de Janeiro mais precisamente em Jacarepaguá. Lá eu joguei meu primeiro torneio e fiz aquele ritual do DCI para jogar. Achei interessante a ideia de disputar planos competitivamente e junto com meu amigo.

Mas tinha um pequeno porém, como eu não sabia nada mesmo de torneios competitivos, eu joguei com meu deck green de “token” (deck de iniciante). Deck não competitivos e o resultado foi esse, fui turbo estourado. Lembro também de ter jogado mais alguns torneios antes de amadurecer que eu tinha que ter um deck competitivo de verdade.

Nesse joguinho maravilhoso não tem lugar para token quando se trata de magic competitivo e pegando alguns conselhos com amigos já experientes, descobri que existia um deck green (minha cor predileta) que era competitivo e inclusive colocava terror no deck mais forte do field, o high tide.

O mundo do magic era só flor até então, a partir daí, eu me comprometi a montar meu primeiro deck competitivo stomp. Lembro até hoje da build que não sai da minha memória. Mas tinha uma coisa que me chamou atenção e eu não sabia o que. Eu, com muito sacrifício fiquei sabendo o preço exato das cartas. Na época não existia liga magic que padronizava tudo em “menor da liga”. O que existia era a Dragon Brasil que muito gente não seguia. Era um sufoco pra saber o preço da carta competitiva, saber se está pagando caro ou barato nela. Parece que o mundo começou a arder.

Eu me lembro que na época eu trabalhava para meu pai e para minha mãe e tinha uma certa grana pra gastar com meu hobby e estava disposto a montar meu primeiro deck competitivo. Me lembro disso, eu, com dinheiro no bolso, levei aproximadamente 1 mês para montar o stomp extended (acho que equivalia ao modern hoje).

Com o tempo, descobri que o stomp era deck de terceira linha e o de segunda linha da mesma cor era o cursed stomp. Lembro que os 4 curseds custavam 1 salário mínimo e fora as outras cartas. Na época eu já estava mais amadurecido e tinha dinheiro mas foi uma dificuldade pra comprar meus 4 curseds que por sinal, por necessidade (pra jogar extended com mais força competitiva), tive que comprar meus 4 curseds na mão de um amigo que me vendeu as cartas todas garibadas (HD). Simplesmente desisti da qualidade pra poder jogar.

O tempo foi passando e já tinha percebido que faltava algo nessa comunidade que tanto demandava por cartas. Me lembro muito bem jogadores discutindo com outros só porque tinham cartas de jogo e não jogavam champs. Eu mesmo cheguei a discutir com um. Simplesmente faltava carta e estrutura para os players se desenvolverem. Os lojistas naquela época só vendiam boosters que ao comprar e abrir, nunca vinha a card que você precisava.

Todos os lojistas da cidade do Rio de Janeiro só realizavam torneio e mesmo assim sábado quando tinha e não vendiam cartas avulsas. Tem ideia? você rala, faz dinheiro, está com a grana na mão e na hora de comprar é uma dificuldade?

Hoje em dia as coisas mudaram, não no sentido da ralação de fazer dinheiro pra manter o hobby mas em outro sentido. Toda aquela demanda de uma tribo que queria as cartas pra disputar torneios foi abastecida. Hoje em dia as coisas estão muito fáceis. Rala rala e faz dinheiro é claro e com a grana na mão é só acessar um site da Cards of Paradise por exemplo e comprar as cartas pela loja virtual. Você não compra booster, compra a carta específica e essas mesmas cartas chegam via sedex na sua casa. Tudo isso em menos de 1 semana.

Voltei a jogar magic em fevereiro desse ano (2018) e vejo com meus próprios olhos como esse mundo gostoso evoluiu em vários aspectos incluindo o aparecimento de lojistas guerreiros que ralam pra vender cartas avulsa para essa tribo que demanda cada vez mais cartas. É a sede de magic sendo abastecida tanto no casual game quanto no competitivo.

Se naquela época tivesse essa estrutura de lojistas e é claro, outras estruturas como a liga magic etc, a minha vida seria muito mais fácil. Forte abraço e até a próxima planeswalkers, vamos jogar esse joguinho norte-americano maravilhoso até o fim da vida. #EnvelhecerJogandoMagic

 

Pro Tour Guilds of Ravnica

Calendário Magic: The Gathering – Resultado do ganhador do Pro Tour Guilds of Ravnica

 

Mais um final de semana emocionante no calendário Magic: The Gathering! Seguindo nossa cobertura dos eventos oficiais do mundo Magic, falaremos hoje sobre o Pro Tour Guilds of Ravnica, sediado na cidade de Atlanta, em Georgia, nos Estados Unidos. O evento Pro Tour é sempre de alto nível pois para participar, você precisa ter um convite, e para isso, você precisa se destacar em pelo menos um dos seguintes requisitos: Estar entre os finalistas do Regional Pro Tour Qualifier; Ser o ganhador do evento Magic Online Championship Series; Ser um dos finalistas de algum Grand Prix; Ter um status apropriado no Pro Players Club; Terminar com 33 match points ou mais no Pro Tour anterior; Ou ser membro do glorioso Pro Tour Hall of Fame. Pois bem, percebe-se que o Pro Tour não é para qualquer um, levando o nível do campeonato às alturas!

Nos dias 09, 10 e 11 de novembro, o Pro Tour Guilds of Ravnica retornou ao formato Standard, trazendo novos decks e ótimos jogadores levando ao topo um dos jogadores mais dedicados e empenhados do jogo. Andrew Elenbogen se classificou para o Pro Tour de Atlanta como o único jogador com 36 pontos no final das rodadas do Pro Tour anterior, sobrevivendo por pouco ao corte. Além de não ter certeza de sua classificação para o Pro Tour, Andrew também não estava com segurança para afirmar que chegaria às finais. Entretanto, sua força de vontade fez com que o seu nome fosse o único entre os jogadores com 36 pontos a chegar no Top 8, dando a ele a chance de sair campeão pela primeira vez em seu quarto Pro Tour. Andrew Elenbogen não deixou essa chance escapar e levou para casa 50 mil dólares como prêmio de primeiro lugar.

Suas batalhas não foram fáceis. Depois de derrotar um dos líderes do campeonato em um jogo extremamente difícil, Andrew também derrotou uma lenda do Pro Tour em sua jornada até o troféu. Depois de escapar por pouco das garras do deck Jeskai Control do Wilson Mok nas quartas de finais, o jogador também superou Tay Jun Hao que jogava com o seu deck Aggro Vermelho-Branco na semifinal. A reta final foi contra o jogador Luis Scott-Vargas, visto como um dos melhores jogadores do jogo. Tanto Andrew quanto Luis jogaram com versões de decks Aggro Vermelho-Branco, mas por ter estudado as jogadas de seu adversário, Andrew Elenbogen conseguiu causar um grande número de dano, o suficiente para levar para a casa o troféu do Pro Tour Guilds of Ravnica. Assim, Andrew Elenbogen derrotou Luis Scott-Vargas em três das cinco rodadas, se tornando o campeão do Pro Tour Guilds of Ravnica!

Além do campeão, grandes nomes se destacaram no Top 8 do Pro Tour de Atlanta. Os responsáveis pelas eletrizantes e bem executadas partidas nesse final de semana são:

  • Wilson Mok, natural de Vancouver no Canadá. Se classificou para as quartas de finais mas foi derrotado.
  • Michael Bernat, natural de San Jose na California. Foi o ganhador do GP Las Vegas.
  • Kasper Nielsen, natural de Copenhagen na Dinamarca. Chegou às finais do Grand Prix Lille 2017, porém foi derrotado em uma batalha contra o seu amigo de longa data, Chrins Larsen.
  • Yuuya Watanabe, natural de Tokyo no Japão. Foi campeão do Players Championship e ganhador de sete Grand Prix.
  • Tay Jun Hao, natural de Singapura. Se classificou para as semifinais mas foi derrotado pelo então campeão do Pro Tour.
  • Jérémy Dezani, natural de Paris mas criado em Tokyo. Ganhador do Pro Tour Dubin.
  • Luis Scott-Vargas, natural de Oakland, California. Acostumado a estar entre os Top 8, se classificou para as finais do Pro Tour Guilds of Ravnica mas não levou o troféu para casa.

E por último, o ganhador do Pro Tour desse final de semana! Andrew Elenbogen, que leva para Ann Arbor, no Michigan seu primeiro grande troféu como profissional de Magic: The Gathering! Parabéns!

Sei que estão curiosos, então abaixo está o deck Aggro Vermelho-Branco que marcou a carreira de Andrew, o levando para o topo do pódio:

 

Creature (26)

Adanto Vanguard

Snubhorn Sentry

Venerated Loxodon

Benalish Marshal

Skymarcher Aspirant

Dauntless Bodyguard

Healer’s Hawk

 

Instant (2)

Pride of Conquerors

 

Enchantment (12)

Conclave Tribunal

History of Benalia

Legion’s Landing

 

Land (20)

14 Plains

Clifftop Retreat

Sacred Foundry

 

Total: 60 Cards

 

Sideboard (15)

Clifftop Retreat

Tocatli Honor Guard

Experimental Frenzy

Response // Resurgence

Ajani, Adversary of Tyrants

Banefire

 

 

Graças a lojistas o magic está muito mais fácil

Tem várias verdade nisso

Eu postei um artigo nesse meu site ontem que gerou muita polêmica. Li todos os comentários e posso dizer que a maioria dos internautas tem razão. Houve várias verdades ali que não posso negar. Como por exemplo, é verdade que existem bons lojistas e maus lojistas? Sim, é verdade! É verdade que existe lojista corrupto? Sim, é verdade! É verdade que tem muito lojista bacana? Sim, é verdade! É verdade que os lojistas não podem ser tratados como coitadinhos? Sim, é verdade. É verdade que ninguém abre uma loja de magic por caridade? Sim, é verdade.

Concordo com todas essas verdades que são verdades que o tempo não vai apagar. Mas existe também duas verdades minhas que acredito que a maioria vai entender:

Primeira verdade: Quando eu fiz uma dedicatória de amor aos lojistas, não me referi aos corruptos que esses tem que ser cassados e banidos do mundo do magic, tem que tomar um PROCON ou CDC na cabeça. Ou dependendo até polícia se for o caso, a minha dedicatória não foi para esses corruptos. É claro que foi para os bons lojistas que acredito fielmente que são a maioria esmagadora que fazem o mundo do magic crescer aqui no Brasil.

Segunda verdade, vamos lá: Eu comecei a jogar magic em meados da década de 90 e comecei a jogar competitivo no final da década de 90. Para poder jogar magic competitivo, o player tem que começar com um grimório tier 3 por exemplo. Naquela época, eu comecei a jogar de stomp (baralho muito inconstante, só baixava 2 criaturas ou 3 no primeiro turno e ficava batendo) esse baralho, era tier 3, um baralho que era competitivo mas não sentia firmeza e custava 1 salário mínimo aproximadamente (200 reais). Eu tinha esse dinheiro para pagar e mesmo assim eu levei 1 mês inteiro para montar um simples stomp, eu rodava a cidade do Rio de Janeiro fazendo uma quest sem noção procurando quem tinha as cartas do stomp e queria por algum motivo passar para no final tem um deck tier 3.

Rapidamente eu percebi que eu tinha que evoluir para o cursed stomp que era um baralho muito melhor com mais recursos mas custava acho que 3 salários ou 2 e meio (500 reais). Você tem ideia do sufoco que passei só para arrumar os curseds? Ninguém tinha para passar e no final, depois de procurar muito (nota de rodapé, passando tempo) consegui encontrar um camarada vendendo 4 curseds garibados por 1 salário e fui obrigado a comprar pra poder ter direito a jogar de cursed stomp.

E eu passei por muito mais coisas, coisas que eu poderia contar aqui por uma eternidade e hoje, montar um deck for fun, competitivo de loja, competitivo de pptq. Não importa a finalidade, hoje se resume à, simplesmente: Entrar no site de uma loja com a lista do deck, botar no carrinho, pagar o preço e por uma merreca, em 1 mês tem o deck no conforto do seu lar ou paga um trocado a mais tipo 30 reais e tem o deck em inacreditáveis 3 dias. Muito sem noção, deckzinho standard pronto para competir na loja em 3 dias recebendo em casa.

Pois é, existem várias verdades e existe a minha verdade também que acho que é um verdadeira verdade. Pelo menos, os que jogavam naquela época vão entender. Quando eu disse que os lojistas (óbvio que não são os corruptos) estão salvando o magic no Brasil é por isso.

Me chamavam de Elfoman e estou adorando voltar ao mundo do magic físico que está infinitamente melhor. Obrigado por ler esse artigo, se quiser, deixa um comentário e vamos nos falando. Amo a nossa família.

 

 

 

A dor de um lojista

Tem player que nunca vai entender

O mundo do magic é maravilhoso e ta ficando cada vez melhor. Eu que jogava magic na década de 90 percebo a evolução desse mundo. Mas existe uma coisa que deve ser mantida, a indústria do magic para que agrade jogadores no Brasil todo o no mundo todo. E como toda indústria, tem gente que entra não só por amor mas também para ganhar a vida com ela.

Eu percebi, quando voltei, que tem gente condenando lojistas e criticando por exemplo o preço das cartas. Chegaram a dizer que determinada loja (onde eu compro cartas) é criminosa. Tem muita gente dizendo que lojista mete a mão e extorque o jogador. Eu percebo que existe um descontentamento muito grande com essa pessoas, com os lojistas.

Eu postei agora a pouco um comentário no grupo elogiando os lojistas por salvarem o magic no Brasil. Teve gente me elogiando pelo comentário e teve gente me criticando.  Resolvi fazer esse artigo para tentar ajudar as pessoas a entender os lojistas e perceber que lojista não é “o inimigo do povo”. E doa a quem doer.

Primeiro vou tentar esclarecer o preço “caro” das cartas: Os lojistas só querem sobreviver e para isso precisam lucrar. Mas antes de lucrar, eles precisam colocar o preço nos produtos. Antes de colocar o preço o lojista precisa calcular o custo do produto (carta avulsa é um produto). Para isso, leva-se em consideração custos com aluguel, funcionário, contador, luz, água, condomínio, desperdício, impostos e por fim a mercadoria (cartas avulsa de magic também são mercadorias).

Depois de saber todos os custos que a empresa tem, ele vai começar a precificar seus produtos e isso inclui as cartas avulsas visando ter um excelente lucro para poder poupar dinheiro para ter no caixa da empresa para segurar a mesma em tempos de crise (empresários passam por crise sim) tipo ter prejuízo no final do mês (ou em vários meses seguidos). Os lojistas precisam lucrar para poder pagar as contas pessoais deles também.

Quando eu comprei minha primeira leva de cartas standard na cards of paradise e na magic bem barato, eu paguei aproximadamente 800 reais nessa primeira leva e só nos botanical sanctum paguei 200 reais aproximadamente mas paguei feliz porque sei que os preços ali postos estavam todos os custos das empresas além do lucro dela (não se condena lucro, lucro é necessário).

Sei muito bem que se não fosse os lojistas de hoje, para eu ter esse mesmo pool de cartas inicias do meu standard, eu levaria meses se fosse naquela época. Uma época que não tinha uma organização de lojistas que “simplesmente” colocassem as cartas na prateleira para eu comprar e ser feliz com meu baralho. (Ainda mais agora voltando ao magic competitivo)

Sem contar que lojista é um empreendedor, e essa gente passa por maior aperto para no final levantar uma empresa sólida que dê o lucro dele para ele sobreviver. E essa mesma empresa oferece cartas no melhor preço que eles podem dar além de oportunidade de frete que chega em 3 dias. (muito rápido isso)

Os jogadores de hoje não sabem o que era magic nos anos 90 e por conseguinte acabam condenando os lojistas que facilitam muito nossas vidas. Eu sei que depois dessa vai ter gente me colocando na cruz mas mesmo assim vou continuar amando os lojistas por facilitar a minha vida. Amo magic e essa comunidade maravilhosa e agora quero ficar e não vou sair^^

Empetelhou os oponentes

Teve oponente tendo náuseas com essa spell

Sexta-feira foi dia de standard na Taverna e fui jogar. Foi meu primeiro standard jogando com uma spell surpresa chamada Nó D´água. Eu tinha testado isso no magic online e se mostrou muito eficiente e queria saber como ela se comportaria na taverna. O resultado foi muito interessante e rolou uma jogada muito surreal.

eita spell chata hein kkkkk

Para começar, se tem uma spell no field que tenho pavor se chama Glorybringer. Essa spell me deixa de cabelo em pé e sempre! mas eu disse sempre, quando conjuram ele e batem, já esforçam ele para matar um merfolk meu e se bobear matam o kumena. O Nó D´água nele lavou minha lama. Só matou um bicho meu que foi o lord e nada mais.

Tem outra criatura que é chata e dependendo do game bota medo é o Rhonas, o Indômito. Essa criatura normalmente vem sempre acompanhada e pior que dar atropelar é ser um bloqueio indestrutível. A melhor forma de sair desse bloqueio é conjurando um Nó D`água e pronto, posso bater!

Só que a maior empetelhação do Nó D´água não foi no Glorybringer e nem no Rhonas, foi em uma game contra um camarada em que ele jogava de UW. Olhem o esforço dele lidando com essa spell. Lá estava eu no agroo batendo com meus peixinhos e tentando sobreviver ao control eis que ele conjura a Lyra, A portadora da alvorada no turno 5. No meu turno, é claro, a Lyra tomou o Nó D´água e bati com meus peixinhos. No turno 6 dele, ele conjurou outra Lyra e eu respondi com Blink of an eye visando meu Nó D´água (como a Lyra é lenda, ele teve que sacrificar uma delas). Voltou para o meu turno e voltei a conjurar o Nó na Lyra dele e voltou a chatice hehehe.

Esse Nó D´água caiu muito bem no grimório e funciona que é uma beleza. Tinha testado no mol e funcionou muito bem, agora o deck lida melhor com as bombas. Pode parecer estranho mas uso blink of an eye no grimório no lugar de unsummon, devolvo a não land permanente e dou o draw que é o mais importante. Deck tem que ter tecnologia. No torneio fui péssimo, fiz só 2 x 2 mas valeu o gathering. Brigado por ler mais esse artigo e aceito dicas para melhorar o baralho.

abrade de top deck aqui, vai encarar?

O top deck traz coisas boas as vezes

O magic é legal por força de várias coisas, o gathering, o mercado, os champs, as histórias e muitas coisas e tem uma coisa que eu particularmente gosto muito é do top deck. O top deck traz várias coisas legais as vezes como por exemplo, para quem joga de red agroo hoje em dia no standard, traz o famoso abrade.

Hoje eu estava terminando de trabalhar aqui em casa eis que entro no meu facebook e vejo uma publicação de um planeswalker no grupo de magic the gatheing brasil. Era um vídeo em que 2 players disputavam a vaga na final de um GP em algum lugar do mundo, um player se chamava Jack e outro Braham. Eles jogavam, a partida estava empatada em 1 x 1 e já era o game decisivo. Jack jogava de GPG e estava com o bendito artefato em campo e com 6 pontos de vida. Braham estava com o bomat em campo com uma spell exilada. O Braham ativa o poder do bomat, e a spell que vem a mão era justamente o abrade e lança no GPG.

Eu tentei encontrar o vídeo do match todo no youtube mas não encontrei e decidi fazer esse artigo só com o que eu vi mas mesmo assim, para quem conhece magic e RNG, sabe que essas coisas são possíveis de acontecerem. É difícil mas acontece mesmo. E decidi fazer esse artigo também para trazer aqui aos amigos players jogadas que aconteceram comigo naquela época que não esqueço mais. Jogadas de top deck que são inesquecíveis.

Um top deck que não esqueço mais foi em um game que meu oponente estava jogando de sneak attack e eu estava no agroo jogando de stomp standard na época. Ele estava com uns 7 pontos de vida e tinha acabado de baixar um serra avatar e me batido. Ele teve que sacrificar o serra avatar por causa do efeito do sneak attack. Só que o serra avatar quando é posto no cemitério é reembaralhado no deck. Na minha vez eu não topdequei bicho e com o campo vazio fiz vai e ele me topdeca o serra avatar (único bicho que me matava e ele só tinha 1 no deck). Lembro que nesse game eu tomei um crater helion na cara (o cara tinha uma no deck hehehe). Segue cartas abaixo para vocês entenderem o combo:

tinha um deck standard na época assim e não veio meu lirista xD
removeu todos os meus bichinhos
só não poderia topdecar isso mas topdecou ^^

Top deck é uma coisa impressionante, ele vem para o mal quando seu oponente faz um top deck espetacular contra você. Tem planeswalker que não entende direito a magia do magic e acha que é um coisa horrível, que não poderia existir esse tipo de jogada. Mas eles não reclamam quando o top deck ajuda. Me lembro que recentemente, eu estava jogando na Taverna contra o Batata e era game 1. Ele estava com 8 pontos de vida e com tudo fechado. Eu tinha 3 mist-cloak e uma blossoming defense na mão e cheio de lands. Topdequei o oasis hehehe. Visualiza nas cartas abaixo:

tinha 3 desse em campo
tinha uma na mão
topdequei isso hehehe e ele com 8 pontos de vida

O top deck na grande maioria das vezes vem morno ou até não ajuda muito mas tem vezes que o top deck faz valer a pena cada centavo do seu deck. Lembro de algumas outras vezes que o top deck me ajudou e outras que me atrapalhou mas é algo que não pode faltar no magic. Pode ser tanto em uma final de um GP ao redor do mundo ou jogando for funny na rua, magic sempre vai ser uma maravilha e todos nós temos alguma história para contar sobre top deck. Algumas boas e outras péssimas. Não esqueça de comentar ou criticar nos comentários do facebook ou aqui, isso vai me fazer crescer, obrigado por ter lido, fique com Deus!

Magic, players e suas manias

As manias que eu vejo no magic

O magic é único e tem coisas que só acontecem dentro dele. Vou passar a analisar magic como ciência nos meus artigos a partir de agora hehehe. Acho que quando eu tiver meus 70 anos, vou ter muita história para contar às crianças. É cada coisa que acontece no mundo do magic que só quem joga que entende isso mas tem coisas que fogem da compreensão humana e fica só no extinto.

Por exemplo, por que tem planeswalker que dá a moquinha no deck antes de dar o draw? Vocês já pararam para ver isso? Já fizeram ou já viram players fazendo isso? A famosa moquinha no top deck antes do draw. Me lembro ter enfrentado um player no pptq que fazia isso todo draw. E de vez em quando quando preciso topdeckar uma determinada carta eu também faço isso. Lá atras, teve uma vez que eu estava jogando contra um players e ele foi dar a moquinha mas deu forte demais, resultado: voou carta pra tudo quanto é lado.

Outra mania que vejo é arrastar a card do topdeck no playmat antes de ver. Vi isso num pptq também e acho que dava sorte para o cara, ele ganhou hehehe. Me lembro que eu estava assistindo a final de um GP pelo canal da Wizards, e um dos finalistas só topdeckava assim. O que eu acho interessante é o efeito suspense que ocorre antes do draw efetivo. O ritual é maravilhoso. Acho que faz parte da natureza humana fazer esses rituais como se ajudasse na topdeckada. Seria uma forcinha a mais para ajudar no draw, não é simplesmente topdeckar, tem que ter um ritual para ajudar xD.

Vejam por exemplo o Tim Rivera fazendo isso na final do GP Las vegas e foi abençoado hehehe. Não deu para o Scott-Vargas hehehe.

Não sei se isso que vou contar acontece com muita gente mas outro dia achei interessante. Eu estava de bob no meu apto eis que vejo o grupo de magic da taverna e um amigo posta isso:

Gente, eu sou o único que fica olhando os decks em casa e fica embaralhando os decks com shield só pelo prazer de ver escorregando?

Olha o que respondi:

as vezes eu tbm faço isso

Olhem o que outro camarada respondeu:

Tem alguém que não é assim?

Olhem só:

Eu embaralho e fico comprando as mãos iniciais

E eu pensava que eu era o único no planeta que embaralhava os decks em casa e comprava uma mão inicial mas pelo visto isso deve ser uma mania global. Fico feliz por ver que vários planeswalkers compartilham do mesmo comportamento que eu e que na verdade isso é uma coisa normal dentro desse mundo épico que é o magic. Se é para analisar magic como ciência, lá vai o Rousseau:

O planeswalker nasce sem manias, e o magic o corrompe

kkkkkkkkkkkkkkkkkk